'100 dias de Crescimento', com Coletivo Palma
- Exposições

"100 dias de Crescimento", com Coletivo Palma
Guimarães Project Room
16h
100 dias de crescimento Coletivo Palma
Abertura 27 de março
Patente até 15 de maio
“100 dias de crescimento” é uma proposta expositiva resultante de uma residência no Museu de Agricultura de Fermentões a convite do Guimarães Project Room.
A investigação artística desenvolvida em residência cruzou práticas de observação, investigação, recolha, experimentação e ativação de saberes tradicionais, ancoradas no ritmo da planta do linho e nos processos históricos da sua transformação no território de Guimarães. Neste sentido, a investigação foi alargada à pesquisa de documentos e registos no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, trabalhando a partir de um livro particular “Saberes e Mesteres de Guimarães” de A. L. de Carvalho.
A descoberta do trabalho ilustrativo de D. Dantas em volta das várias fases de produção do linho foi central na criação do imaginário do trabalho do linho, posteriormente tornando-se também matéria para o próprio trabalho criativo do coletivo. Embora reconhecendo a forte ligação entre a produção de linho e o bordado de Guimarães, o projeto expositivo dá prioridade à história da planta e à sua materialidade, procurando refletir sobre o linho enquanto recurso vivo, ecológico e cultural, explorando a sua relevância contemporânea e potencial futuro.
Tendo como ponto de partida esta espécie (Linum usitatissimum), o projeto propõe um trabalho artístico e investigativo que acompanha o seu ciclo completo de crescimento e transformação, desde o semeio até à colheita e à sua conversão em fibra, fio e tecido. Este percurso é entendido como um tempo simbólico de metamorfose, no qual cada fase ativa uma reflexão sobre as relações entre natureza, trabalho humano, memória e futuro muito espelhado num conhecimento antigo e ancestral.
Para materializar este pensamento, o coletivo PALMA trabalhou novas formas de rever o espólio associado ao cultivo e produção do linho tanto do Museu da Agricultura de Fermentões como da Sociedade Martins Sarmento, trazendo-o também para o espaço da exposição, reformulando-o, repensando-o e reconfigurando-o no espaço expositivo.
Agradecimentos: Dra. Fátima Dias (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta), arqueólogo Gonçalo Cruz (Sociedade Martins Sarmento), e ao Banco Português de Germoplasma Vegetal pela cedência das sementes de linho.
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