ANGE I Cinema Paraíso Comunidades
- Pentágono

- Vila Nova de Famalicão

ANGE I Cinema Paraíso Comunidades
21h30
"ANGE", de Tony Gatlif
- Urbanização das Lameiras, Famalicão, no âmbito do Cinema Paraíso Comunidades
29 de Agosto de 2026 (21h30, entrada livre)
sinopse
Aos 60 anos, Ange, um músico solitário, sente a necessidade de reencontrar e reconciliar-se com o seu velho amigo Marco. Solea, filha da sua antiga paixão e em plena revolta contra os tempos, junta-se a ele na sua jornada. Juntos, reencontrarão o caminho para a alegria. Um filme de Tony Gatlif, que tem revelado a riqueza do povo e da cultura cigana, numa obra que abrange mais de quarenta anos. Um filme com Arthur H, Suzanne Aubert, Maria de Medeiros, Mathieu Amalric. Selecção oficial no Festival de Cannes, em 2025.
O Projeto "Cinema Paraíso Comunidades" (2025-2027) envolve a participação de comunidades migrantes, numa iniciativa protagonizada pelo Cineclube de Joane, no âmbito do programa “Há Cultura 2024-2027” do Município de Famalicão. Ir ao encontro das comunidades migrantes e aquelas que as acolhem, através da linguagem universal do cinema, é um dos propósitos deste projeto comunitário que arrancou no Verão de 2025. Entre 2025 e 2027, serão realizadas três sessões de cinema ao ar livre, com discussão e curadoria prévia desenvolvida em parceria com três comunidades migrantes e etnias minoritárias do concelho de Famalicão. A primeira edição da iniciativa, em 2025, envolveu uma comunidade da Ásia Central (Índia), residente em Lemenhe, e culminaram com uma exibição pública do filme Tudo o que Imaginamos como Luz, no dia 24 de Agosto, no Adro da Capela de Nossa Senhora do Carmo, numa sessão aberta a toda a população. Este Verão a iniciativa teve a participação da comunidade de etnia cigana, sendo que em 2027 o diálogo será com a comunidade ucraniana.
Tony Gatlif deixou a capital argelina na viragem dos anos 60 rumo a França. A sua estreia como realizador dá-se em 1975, com La Tête en ruines. No início dos anos 80 realiza Corre Gitano, a sua primeira obra sobre a condição do povo cigano. Depois de Les Princes (1983), com o qual obtém o reconhecimento da crítica, prossegue o seu trabalho sobre a cultura rom em Latcho Drom (1992), um documentário sobre a música cigana que ganhou o prémio da secção Un Certain Regard no Festival de Cannes. Em 1997, com o elogiado Gadjo Dilo, sobre um jovem francês que viaja até à Roménia em busca de uma cantora desaparecida, conquista o Leopardo de Prata no Festival de Locarno. Os seus filmes já estiveram por diversas vezes na Secção Oficial do Festival de Cannes, que lhe atribuiu, em 2004, pelo autobiográfico Exílios, o Prémio de Realização. Tom Medina (2021), também estreado em Cannes foi antecedido por outras obras de relevo como Korkoro (2009), Indignados (2012), Geronimo (2014) ou Djam (2017). Ange é o seu mais recente filme.
"Cinema Paraíso Comunidades” é promovido pelo Município de Famalicão no âmbito do programa “Há Cultura 2024-2027”, em parceria com o Cineclube de Joane e em coprodução com o Teatro Narciso Ferreira, com cofinanciamento da União Europeia, através do Programa Regional NORTE 2030 e com o envolvimento de vários parceiros locais: Comissão Social Inter-Freguesias da Área Urbana de Vila Nova de Famalicão; União das Freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei; Associação Social, Recreativa e Cultural Cigana de Famalicão; e AIM - Associação de Integração Multicultural.