Exposição 'A Paixão em Guimarães'
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Exposição "A Paixão em Guimarães"
Da Quaresma à Páscoa 2026
DA QUARESMA À PÁSCOA/2026
De 20 de março a 12 de abril
Exposição "A Paixão em Guimarães"
Terça a Domingo*
10h00-12h00
14h00-17h00**
Entrada livre, limitada à capacidade dos espaços
*Com exceção do Domingo de Páscoa, 05 de abril.
**Com exceção da Sociedade Martins Sarmento que apenas abre pelas 14h30
SINAIS DA PRESENÇA
A Arca e o Cordeiro; O Trono e o Pelicano
Curador: José Carlos Miranda
Mais uma vez, o visitante de Guimarães é convidado a percorrer o seu centro histórico, pontuado por alguns singelos monumentos ao ar livre, alusivos à Paixão de Cristo. Nesse percurso, terá oportunidade de contemplar alguns tesouros do património legado pelas gerações que nos antecederam. Se lhes prestarmos atenção, esses tesouros falam-nos. Para melhor os entendermos, seleccionámos alguns “Sinais” com uma mensagem comum, sempre dentro do período que intitula esta recorrência anual: Da Quaresma à Páscoa. Cada ponto do itinerário terá imagem e didascália própria, pensada quer em função do percurso geral quer – com as necessárias repetições – em função de uma visita avulsa. Nos Sinais que escolhemos – A Arca e o Cordeiro; O Trono e o Pelicano – se vão inserir todas as peças este ano convocadas. Naturalmente, a língua que eles falam é a da religião cristã; pelo que, antes da leitura, o nosso visitante poderá fazer uso da informação prévia que aqui lhe oferecemos. É uma simples proposta de contextualização para melhor fruir da mensagem que o património encerra.
Atentemos primeiro no seu pano de fundo. Segundo a fé cristã, o mundo não está como Deus o fez. O projecto do Criador seria o de um mundo encimado por uma criatura semelhante a Ele, uma Pessoa, dotada de consciência e liberdade, destinada a fruir da Sua Eternidade. Como criatura, porém, ela poderia falhar. E o facto é que falhou, ficando incapaz de realizar por si só esse fim eterno. Mas o Criador é fiel. A História humana passa a ser uma “História da Salvação”, que termina na Ressurreição de Cristo e sua Ascensão ao Céu, com a restituição dessa capacidade de viver com Deus para sempre. Essa iniciativa divina, tão gratuita quanto a criação, compõe-se de duas partes ou “Testamentos”. No Antigo Testamento, Deus reaproxima-se da humanidade através de uma nação para isso escolhida, o povo Hebreu, com quem faz uma espécie de Aliança matrimonial, exclusiva e irrevogável.
A Arca
Para coabitar com esse seu povo, Deus tem uma Tenda (mais tarde, um Templo) em que quer estar realmente Presente. E a Sua Presença (em hebraico, shekinà), dá-se numa espécie de altar chamado “propiciatório”, que cobre a Arca da Aliança, num espaço delimitado por dois Querubins (“Guardas da Presença”, assinalados por um ou dois pares de asas). Na Arca guardam-se alguns tesouros, sobretudo o pacto da aliança escrito em pedra (o texto conhecido por “Dez Mandamentos”) e um vaso com maná, um certo Pão que descera do Céu para salvar o povo, numa ocasião dramática em que estivera a ponto de morrer de fome na sua travessia de 40 anos no Deserto (e por isso nos cruzaremos com o Profeta Elias, salvo, também ele, pelo Pão que um anjo lhe trouxe do céu, quando, como que em miniatura, atravessou o Deserto durante 40 dias, em fuga do Rei Acab).
O Cordeiro
Aconteceu esse drama rumo a uma Terra que Deus prometera aos Hebreus quando decidiu libertá-los do Egipto, onde viviam na condição de escravos. Na noite da fuga, todas as casas seriam visitadas pela Morte. Poupadas, seriam somente as portas dos hebreus, assinaladas pelo sangue de um Cordeiro, que sacrificariam para a ceia derradeira, antes de “passarem” além do Mar Vermelho. Páscoa significa “passagem” e o Cordeiro dessa Páscoa era figura de Cristo e da sua Páscoa, “passagem” além da Morte.
Com Cristo, estamos já na segunda parte da História da Salvação. Nessa, é o próprio Deus, sem mediação, que assume a condição humana. Fazer-se humano numa humanidade arruinada implicou acabar na Cruz. Cristo crucificado é a realidade figurada por todo o Antigo Testamento, sobretudo no Cordeiro. Por isso veremos o Precursor do Messias, João, o Baptista, representado junto de um Cordeiro, para o qual por vezes aponta, no acto de o anunciar como “Cordeiro de Deus”. Como é esse mesmo Cristo (em hebraico “Messias”) quem abre o acesso à Eternidade, vamos vê-lo também representado segundo uma visão do Livro do Apocalipse, poisado sobre um Livro fechado por Sete Selos. O número Sete indica a máxima plenitude e o Livro é o da Vida de cada pessoa, na hora do julgamento decisivo. É que - diz o Apocalipse - “só o Cordeiro sacrificado é digno de o abrir”. Também o próprio Cristo, na Ceia da sua Páscoa, antes da crucifixão, se identificara com o Cordeiro sacrificado. Nessa hora, decidira que a Presença se daria agora no seu próprio Corpo e Sangue, identificados com o alimento dessa Ceia, o Pão e o Cálice do Vinho: “Isto é o meu Corpo, entregue por Vós (hoc est enim corpus meum); este é o Cálice do meu sangue, da nova e eterna Aliança”. E manda repetir para sempre o seu gesto: “fazei isto em memória de mim”. Assim, tanto o rito central dos cristãos, a Missa, como a vida eterna que nela alimentam, passam a descrever-se como “Banquete do Cordeiro”: “felizes os convidados para o Banquete do Cordeiro”, reza a convocatória original em latim. Tanto se habituaram os cristãos a ver Cristo como Cordeiro, que o Pão da nova Presença, (“verdadeiro Pão descido do Céu”, nas próprias palavras dele), passou a ser conhecido por “Hóstia”, um termo técnico latino para designar o cordeiro sacrificado (o contraponto de Víctima, para o gado bovino).
A pensar nos doentes e outros impedidos, para pôr de parte uma “Reserva” desse Pão da Vida (panis vitae) alimento da vida eterna (e, depois, para adorar a Presença nessa Hóstia, Pão do Céu realizado), a fé cristã gerou dois géneros de artefactos sagrados, um para a guardar escondida, e, outro para a guardar exposta ao olhar dos fiéis.
O primeiro género deu origem ao Tabernáculo (“pequena tenda”, em memória da primeira morada da Presença, no deserto); difundido, depois, na forma de um pequeno Templo, veio a designar-se mais comummente, à maneira romana, por “Sacrário” (o “lugar do sagrado”, por excelência), lugar “tremendo” a que alude o verso da consagração dos Templos, locus iste sanctus… mas também lugar da suave manifestação silenciosa da Presença, que experimentou na gruta do Monte Sinai, o Profeta Elias.
O Trono ou Tribuna
O segundo género deu origem, na Liturgia latina, à Custódia ou Ostensório, umas vezes em forma de Lanterna, outras, de Sol radiante, reflectindo a associação bíblica de Cristo à luz ou ao Sol. A liturgia oriental não precisou de gerar este culto. Mas no cristianismo latino insinuou-se por vezes a dúvida na realidade daquela Presença total de Cristo na Hóstia, pela qual o Pão é o Corpo vivo da Ressurreição e da Ascensão ao Céu, o ser humano integral no estádio definitivo para o qual foi criado. Por isso, foi também no ocidente que uma espécie de sistema imunitário ensinou a alimentar a fé pela adoração mais sensível. Assim teve origem o rito de Elevação da Hóstia e o costume de a expor à adoração pela visão. A adoração da Presença marcou mesmo o estilo de vida de religiosas como as de Stª Clara, representada assim com a Custódia, no formato primitivo da Teca em que muitos depois viram a forma de uma lanterna (conta-se que foi empunhando-a, que ela deteve milagrosamente um bando de sarracenos prestes a invadir o seu Convento). Por esta adoração, o fiel pode saborear antecipadamente o cumprimento da mais antiga e profunda aspiração da mente humana, que é “ver a Deus”: ver, agora, sob a aparência da Hóstia, na distância de um Trono elevadíssimo que representa o céu entreaberto, Aquele mesmo que um dia há de ver “face a face”. Só em Quinta Feira Santa, aludindo à Morte de Cristo, a Custódia é aí substituída por uma Urna que o subtrai à vista, e que alude, pela óbvia analogia da função, à primitiva Arca, aquela que guardava o maná, Pão do Céu figurado.
Este “Trono do Santíssimo” destinado a Deus exposto na Custódia - um trono que os antigos nunca viam vazio, pois estava normalmente oculto por uma pintura ou uma cortina e só se abria em raras ocasiões numa festa ascensional de velas e de flores – veio a tornar-se uma marca arquitectónica identitária do mundo lusófono. O visitante reparará que todas as igrejas do nosso percurso o têm ao centro do Retábulo. O próprio Santuário da Penha, que parece excepção, só não o tem… por culpa de um desastroso incêndio, em que ardeu o Retábulo de talha dourada do antigo Convento de Stª Clara (hoje Câmara Municipal), que a Irmandade com tanto esforço adquirira para o efeito.
O Pelicano
Arca, Cordeiro e Trono têm profundas raízes no Antigo Testamento dos livros bíblicos, todos eles lidos e relidos à luz de Cristo. Mas cedo esta leitura transbordou da tradição bíblica, indo descobrir figurações dele em outras tradições da humanidade. Nos tesouros que vamos visitar, aparece frequentemente, a modo de emblema encimando Sacrários ou marcando a base de Custódias, Urnas e Cálices - ou, até, a presidir a uma inteira fachada, como na Penha - um Pelicano no seu ninho com as crias.
Neste emblema, conflui desde muito cedo uma pluralidade de fontes. O gesto de golpear o peito com o bico curvando-o depois para alimentar as crias (um bico tão peculiar que lhe valeu o nome - do grego pélekys, “machado”), bem como o facto de se apresentar amiúde de bico e peito ensanguentados pelas presas que dilacera, estarão na origem de uma crença segundo a qual alimentaria os filhos com o próprio sangue. Rezava uma lenda que, disputando o alimento, as crias cegaram o Pelicano-mãe e que esta, num acesso de ira justiceira, as matou à machadada com o portentoso bico, mas as fez reviver após um luto de três dias, dilacerando o próprio peito e irrigando-as com o seu sangue. Aparece já essa lenda popular, narrada e interpretada no sentido de sacrifício pelos filhos, no Physiologus, uma espécie de bestiário alegórico do século II, redigido no cristianismo alexandrino. Com Stº Agostinho, a imagem ganha autoridade conectando-se à exegese alegórica do Salmo 101, 1: “Tornei-me semelhante ao Pelicano, que habita na solidão”. Fá-lo referindo-se no feminino à “ave” para aludir inequivocamente à cena do Pelicano-Mãe, com as crias no ninho. E fá-lo, curiosamente, cedendo a uma popularidade que tornaria já tal cena incontornável; um tanto a contragosto, portanto, não deixando de precaver o ouvinte contra o carácter popular da informação:
“Quanto ao que se diz, e se lê, acerca desta ave, isto é, o Pelicano, não ficaremos calados; (…). Ouvi-o, vós, de tal modo que, a ser verdade, se lhe veja o sentido (…). Diz-se que estas aves, a golpes dos bicos, matam as suas crias e as choram, mortas no ninho, pelo espaço de três dias. Diz-se ainda que, finalmente, a mãe acaba por se golpear cruelmente a si mesma derramando sobre os filhos o seu próprio sangue e que estes, por este sangue assim aspergidos, tornam à vida. Talvez seja verdade, talvez não. Mas, se é verdade, vede como bem se adequa àquele que nos vivificou com o seu sangue. Adequa-se-lhe, enquanto é a carne da mãe que vivifica os filhos pelo seu sangue. E bem se lhe adequa até nisto, pois Ele mesmo se diz uma galinha com os pintainhos sob as asas: ‘Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis juntar os teus filhos como uma galinha a seus pintainhos debaixo das asas, e não o quiseste’! Sim, porque Deus tanto tem a autoridade de um pai como o afecto de uma mãe.” (Ennarrationes in Psalmos, in Ps. 101, 7-8, Pl 36, tr. nossa).
Com intacta popularidade, o ícone do Pelicano com as Crias atravessa os bestiários medievais, agregando a si a carga simbólica da antiga Piedade, a virtude que na Roma antiga sintetizava o amor e a dedicação dos pais para com os filhos, dos filhos para com os pais, dos homens para com a divindade e da divindade para com os homens. O Pelicano fala, assim, das Cinco Chagas da Paixão, de onde flui à humanidade caída, o Sangue da nova vida (as mesmas Chagas que vamos encontrar nos estigmas de S. Francisco). Mas nesse derramamento de sangue divino por amor dos filhos, fala sobretudo de Piedade: a Piedade realizada por excesso na Paixão de Cristo, mas também o seu contraponto feminino, a Piedade da Mãe para com o filho morto após o descimento da Cruz, de onde título de Senhora da Piedade. Como símbolo de Piedade, nesse novo sentido de caridade para com os desvalidos, o Pelicano tornou-se depois emblema de alguns Monti di Pietà, essa instituição bancária germinal, verdadeira inventora do microcrédito, de fundação e difusão franciscanas (é nesse sentido originário que o mesmo ícone é conhecido dos portugueses como logotipo do banco Montepio). E tudo isto vem desaguar no Adoro Te devote, um dos hinos compostos por São Tomás de Aquino para a Festa do Corpo de Deus, no mais antigo sentido da alegoria, que era o da irrigação lustral e vivificante: “Adoro-Vos devotamente, ó escondida divindade/ que nas figuras de pão e vinho verdadeiramente estais (…) Piedoso Pelicano, Senhor Jesus/ lavai-me, a mim, imundo, com Vosso Sangue/ de que uma só gota basta/ a lavar do pecado o mundo inteiro”. Um hino que, pela frequência do culto eucarístico, sabia certamente de cor, quem encomendou estas obras. Para todo este filão imaginário remetem os nossos Pelicanos. Representam eles, a modo de emblema, a mesma Presença divina: no Sacrário, ou na Custódia e na Urna sobre o Trono.
Finalmente, a par do Pelicano e com este por vezes confundida, reparemos no frequente emblema de outra ave: a Fénix em seu ninho de labaredas. Esta ave de lendária longevidade, relacionada com o ciclo infinito do ressurgimento solar, provém decerto de antigas culturas semitas (note-se a comum origem do seu nome, Phoenix, com etnónimos como Fenícios ou Púnicos) mas, assumida pela tradição poética grega, é já símbolo, nos inícios da era cristã, da imortalidade da alma humana. Ao fim dos seus séculos de vida, a ave extingue-se sobre uma pira de lenhos aromáticos, de cujas labaredas ressurge para levar ao Sol as cinzas da extinta. Na simultânea identidade e diferença entre o corpo extinto e o ressurgido, os cristãos logo a adoptaram como símbolo de Cristo ressuscitado e subido ao Céu. Completa assim, a Fénix, a Paixão narrada pelo Pelicano. E na sua complementaridade, formam ambos nesta visita o mais eloquente Sinal da Presença antiga, hoje perpetuada no Pão do Céu, que os cristãos designam por “Hóstia”: o Cordeiro que segundo o verso pascal, “resgatou as próprias ovelhas” (redemit oves).
Poderá agora o leitor visitar Guimarães, descobrindo os pontos-chave em que se acham disseminados tantos destes eloquentes Sinais da Presença. No fim, oxalá o tenhamos ajudado a comunicar com as gerações que nos legaram este património. As cidades, como as famílias, têm tanto mais futuro quanto maior for o diálogo entre as suas gerações.
Locais:
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
1. Custódia; 2. Cálice; 3. Cartela sobre o Remate do Retábulo Inscrição: locus iste Sanctus est
1.º Passo da Paixão
4. Passo da Via Crucis - Jesus cai pela primeira vez
Igreja de São Francisco
5. Conjunto de Cálice e Custódia do Santo Lenho; 6. Sacra Central: Hoc est enim corpus meum; 7. Estigmatização de São Francisco - Retábulo da Antessacristia (Na prelada “os mártires de Marrocos”)
Igreja de São Sebastião – Dominicas
8. Sacrário encimado por Pelicano; 9. Urna ou Cápsula de Quinta Feira Santa;
10. Cordeiro bordado para o “Viático”
Sociedade Martins Sarmento
11. Calvário; 12. Estampa de Missal alusiva às Chagas; 13. Livro de Coro aberto na Sequência Pascal: Agnus redemit oves
Basílica de São Pedro
14. Sacrário alusivo ao Templo de Jerusalém; 15. São João Menino com o Cordeiro; 16. Bom Pastor com Cordeiro ao colo indo-português
Igreja da Misericórdia
17. Escadório e Trono ou Tribuna do Santíssimo; 18. Nossa Senhora da Piedade (bandeira processional); 19. Brasão das Quinas - Brasão das Armas Reais de Portugal dispostas no Remate do Altar-Mor
5.º Passo da Paixão
20. Passo da Via Crucis - Jesus é despojado das suas vestes
Oratório do Senhor dos Desamparados
21. Crucifixo e cenas da Paixão
2.º Passo da Paixão
22. Passo da Via Crucis - Jesus encontra sua Mãe a caminho do Calvário
Museu de Alberto Sampaio
23. Urna para o Santíssimo; 24. Tela do Cordeiro Pascal; 25. Sagrada Família preludindo à Paixão de Cristo
Câmara Municipal de Guimarães - Fachada do Antigo Convento de Stª Clara
26. Santa Clara empunhando a Custódia
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
27. Capela da Reserva Eucarística; 28. Sacrário: Cordeiro rodeado por um resplendor que remata o sacrário; 29. Sacrário: Portas com painéis relevados
3.º Passo da Paixão
30. Passo da Via Crucis -Jesus cai pela segunda vez
4.º Passo da Paixão
31. Passo da Via Crucis - Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Igreja de São José do Carmo
32. S. João Baptista com Cordeiro; 33. Profeta Elias no sono (Coro Alto);
34. Profeta Elias (Retábulo)
Igreja de Santo António dos Capuchos
35. Sacrário; 36. Estigmas de São Francisco (sacristia) 37. Brasão franciscano com os estigmas
Cruzeiro da Paixão
38. Cruzeiro com símbolos da Paixão
Santuário da Penha
39. Pelicano no cume da fachada da igreja, reproduzido no Sacrário; 40. Conjunto de Cálice e Custódia; 41. Missal Bracarense na página da Ascensão ao Céu