Guimarães JUVFest
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Guimarães JUVFest
Festival da Juventude
A 1.ª edição da Guimarães JUVFest vai realizar-se nos dias 11 e 12 de Agosto.
JUVFest 2023
11 de agosto
21:00
-Momento Musical | Instituto de Design
21:30
-Tertúlia |Instituto de Design
12 de agosto
15:00
-Laser Tag - Tiro ao Alvo - Futbolin Humano - Kart a Pedal | Parque da Cidade
20:00
-Yellow Beanie | Coreto da Alameda
21:00
-Theo | Coreto da Alameda
22:00
-Ledher Blue | Coreto da Alameda
23:00
-Unsafe Space Garden | Coreto da Alameda
Yellow Beanie
"Soundtracking" life and other stories (em português, “criando a banda sonora da vida e outras estórias”).
É assim que os Yellow Beanie se apresentam.
Yellow Beanie surge “do antepassado” Capitão Zequinha, um álbum de Nuno Meneses, a solo. O álbum de 2016 foi um diário de algumas das memórias do antigo capitão, e é a partir daqui que “renasce” esta personagem.
“It’s a Nashe World” foi o primeiro álbum do projeto. Com dez faixas instrumentais que nos fazem viajar e descobrir o Mundo de Nashe.
A “exploração instrumental” foi gravada a solo, durante o primeiro confinamento de 2020, entre o piano e sintetizadores, tendo sido, no ano seguinte, adaptado para concertos, com outros dois músicos.
Depois de “It’s a Nashe World”, gravado fechado em casa, entre piano e sintetizadores e já com João Cunha na bateria eletrónica em algumas músicas, o projeto cresceu.
Para além das adaptações das músicas a piano, sintetizadores, bateria, baixo e saxofone os Beanies estão já a trabalhar num novo álbum.
Um projeto instrumental com muito espaço para a improvisação.
Um convite à viagem pela imaginação de cada um que os ouve.
THEO
Amor e morte, temor e sorte:
Theo lança terceiro disco de originais
“Estilhaços” é o disco de Theo que, para esta coleção de temas, escolhe o português como idioma. O rock continua a ser a linguagem universal, um registo que tanto canta os contratempos coletivos, como os desencontros individuais. Um disco direto, feito por quem não tem motivos para fazer as coisas de outra forma. “Na Tua Pele” é single de partida que apresenta este novo disco.
Diz-se que pelo Universo pairam energias livres, que podem ser resgatadas por quem lhes queira dar uso. É dessas energias cósmicas e universais de que se faz a música de Theo. “Estilhaços” é novo álbum de canções, que junta uma dezena de novos temas. Depois do longa duração “Sinner” (2020) e do EP “The World Is Not The Same” (2021), Theo escolhe a Língua Portuguesa para dar corpo a estas novas canções, que junta num novo álbum. “Na Tua Pele” é a primeira amostra do disco, que já pode ser escutado em todas as plataformas digitais.
Continua a haver rock poderoso a correr no organismo de cada um dos temas. Não poderia ser de outra forma, vindo de quem vem. Theo tem uma vocação natural para compor músicas em que as guitarras saltam para a frente e o tempo corre solto e direto. Esta coleção de músicas abre com “Osso” que declara os termos de partida deste novo trabalho. Há momentos com distorções abrasivas, como em “Fumo”, mas há também momentos cadentes como em “Fantasma no Escuro”.
A segunda metade dos anos 1990 é o portal por onde entra uma grande torrente de influências de Theo. Quando o grunge passava nas rádios e bandas como Nirvana, Pearl Jam, Bush lançavam os seus melhores discos. Há um entusiasmo permanente em não contribuir para que o rock deixe de ser feito. O rock ‘n’ roll nunca morrerá - este foi o lema de muitas das bandas da viragem do milénio e que continua a servir como referência central.
Os primeiros passos de criação destes temas são um processo solitário a que, pelo meio, se junta Pedro Conde, guitarrista que auxilia Theo na produção e nos arranjos finais e que também faz parte da formação que leva as músicas para o palco. Papel importante tem também Tyla Joe Connett, produtor inglês que Theo conheceu casualmente numa rede social. Todo o processo de produção aconteceu remotamente enviando ficheiros de um lado para o outro, até ao resultado final que podemos agora ouvir.
O projeto Theo nasceu quando não havia possibilidade de conter a efervescência criativa em tempos de confinamento pandémico. É assim que surgem os primeiros temas, criados a solo, quando não havia possibilidade de os tocar numa sala de ensaios, muito menos de os apresentar numa sala de espetáculos. Desde 2020 que Theo vem partilhando os seus temas, de onde se destacam “Snake Eyes”, “Smoking Gun” ou “The World Is Not The Same”. Em 2022, Theo propõe um novo olhar sobre relações, sobre conflitos e sobre o amor. Se David Fincher fizesse um filme em português, esta seria a banda sonora ideal.
Theo é o heterónimo de João Gonçalves, que se tem dedicado a burilar canções e para quem a música é a forma mais fluente que encontra como forma de comunicação. Antes de se lançar como Theo passou por vários projetos, que tinham sempre o rock como linha condutora. Parte de uma geração que criou o vibrante movimento rock na vila de Caldas das Taipas, no concelho de Guimarães, terra que é um berço de música e de músicos, de onde saíram bandas como os Imploding Stars ou os smartini e músicos como o violoncelista Valter Freitas (músico de Rita Redshoes, Rodrigo Leão, Moonspell, entre outros).
Ledher Blue
Ledher Blue nasceu em Guimarães, pela mão de Zé (José Filipe Costa) e Pedro Duarte – dois amigos que lá se conheceram, na adolescência, e que aí partilharam a luta contra a mocidade. Esta amizade, temperada com alguns destilados, acelerou a passagem do tempo. Alguns anos depois, quando conheciam já de cor a paisagem noturna da sua pequena cidade, decidiram trocar a asfixia das Praças pela liberdade de uma velha garagem. A luta era agora outra e, armados com o material de que dispunham, disparavam à monotonia. Este passatempo foi-se enraizando, começando a ser levado a sério.
Chegou o confinamento e, cerceados pelas restrições sanitárias, partiram os mealheiros para investirem em equipamento a sério. Construíram um estúdio caseiro – no anexo de casa dos pais do Zé -, com tudo o que uma boa festa requer. Para lá se mudaram. Após alguma formação autodidata em programas de edição, estavam aptos a gravar o que tinham criado até aí.
A banda aumentou com a entrada de uma bateria virtual – sob a forma de piano -, e de um baixo emprestado. Esta nova amplitude de possibilidades serviu para completarem as suas músicas mais pesadas. Depois de lançarem algumas delas, online, surpreenderam-se com uma recepção calorosa. Isto motivou-os e, dado o resultado obtido com material e técnicas caseiras, decidiram subir mais um degrau. Gravaram um EP, livre das virtualidades com que tinham improvisado, depois de uma residência no interior de Portugal.
Os dois elementos de Ledher Blue situam-se em pontos diametralmente opostos: quanto aos seus gostos musicais, sentido estético ou, até, forma de estar na vida. A sua música vive desta tensão que, creem, produz um resultado singular.
Depois da estreia com o EP Downside Up!, trazem-nos agora o single Fun que estreou no dia 19 de Julho.
Unsafe Space Garden
Foi com “Bro, You Got Something In Your Eye - A Guided Meditation” que os Unsafe Space Garden nos ensinaram a meditar, num cinismo introspectivo de quem escolhe o casulo - não como abrigo - mas como sala de espera onde aprendemos a conhecer-nos um bocadinho melhor/pior, para além de uns quantos furinhos na parede para espreitarmos o mundo de pouco em pouco.
Mas agora a levitação é outra.
O mundo entrou-lhes pelo casulo a dentro sem tocar à campainha que toca Zappa ao invés do loop polifónico e os buracos na parede deram lugar aos telescópicos, cilíndricos objectos que roubaram da própria imaginação e pelos quais miram os astros onde querem habitar, abraçar e fazer música que não seja polifónica.
“Where’s the Ground?” é um disco que não consegue fugir à cronologia da idade… à chapada de realidade que mais lhes parece uma vassourada que, não apenas lhes varre o chão da infância, como lhes o retira para uma eternidade demasiado grande quando comparada com o tamanho dos brinquedos anteriores.
Houve um sismo por debaixo de 6 pares de calçado surrealista e um chão que, desfeito em jeito de tabuada, lhes obriga a levitar de outra forma.
Talvez já não precisem do calçado, sequer.
Há nova porta de entrada para o idiossincrático mundo dos Unsafe Space Garden. GROWN-UPS! é um tema tão teatral quanto a própria idade adulta. Habitado pelas eternas perguntas (retóricas?) sobre a nossa própria existência, o tema avança em marcha delirante pelas várias influências que a música dos USG destila, essa inclassificável amálgama de rock, psicadelia, jazz, pop e folk. GROWN-UPS! é o tema de avanço para WHERE'S THE GROUND?, o quarto registo gravado do coletivo vimaranense, a ser editado em abril deste ano via gig.ROCKS!.
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- Organização
- Município de Guimarães
Gabinete Municipal da Juventude
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- Entrada Livre
- Direitos reservados
- Texto e Imagem