Orquestra de Guimarães
| Elementos | |
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Igreja de São Francisco Largo de São Francisco, 4810-429 Guimarães |
- Concertos

Orquestra de Guimarães
Sinfonia n.º 4 em Mi bemol maior “Romântica” (Segunda Versão, 1878/1880) de Anton Bruckner
21:30
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- Organização
Município de Guimarães -
Apoio
Sociedade Musical de Guimarães
Venerável Ordem Terceira de S. Francisco
- Organização
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- Ficha Artística
Orquestra de Guimarães | Vítor Matos - Maestro -
Duração aproxi. | 60 min
Classificação etária | M/6Entrada | livre limitada à lotação do espaço
- Direitos reservados
- Texto e Imagem
- Ficha Artística
A Orquestra de Guimarães encerra a temporada de 2024 com um concerto sob a direção do maestro titular Vítor Matos, na histórica Igreja de S. Francisco, apresentando a Sinfonia n.º 4 em Mi bemol maior “Romântica” (Segunda Versão, 1878/1880) de Anton Bruckner.
Composta em 1874, e revista várias vezes até atingir sua forma final em 1880, esta sinfonia destaca-se pela sua grandiosidade e pelos temas evocativos que remetem para imagens da natureza e da vida medieval, embora Bruckner nunca tenha fornecido um programa definitivo para a obra. O próprio compositor descreveu o primeiro andamento como a representação de um “chifre que anuncia o amanhecer da torre da cidade”. Este tema, introduzido pelas trompas, é seguido pelo despertar da vida na cidade e pelo canto dos pássaros. No segundo andamento Bruckner evoca uma “canção, oração, serenata”, enquanto o terceiro andamento, um scherzo dinâmico, retrata uma vibrante cena de caça. No trio, ele imaginou um órgão a tocar durante o almoço na floresta. Quanto ao quarto e último andamento, Bruckner fez a curiosa observação: “Nunca soube bem o que estava a pensar!”.
A Sinfonia passou por várias revisões, sendo a versão de 1880 a mais tocada. Esta revisão fortaleceu especialmente o andamento final, conferindo-lhe um desfecho grandioso, onde momentos de serenidade são intercalados com passagens majestosas de caça e melodias cativantes. Embora Bruckner tenha feito tentativas ocasionais de descrição programática, muitas delas parecem ter sido irónicas, talvez para ajustar a obra à estética da Nova Escola Alemã de Liszt e Wagner, que dominava o cenário musical da época.
Contudo, ao ouvir a “Romântica”, o público facilmente se deixa envolver pelas imagens atmosféricas que a música sugere, sem necessariamente perceber o trabalho árduo que Bruckner dedicou à sua elaboração. A capacidade do compositor de transformar elementos de paisagens sonoras naturais e medievais numa música de profunda espiritualidade torna esta sinfonia uma das mais acessíveis e compreensíveis para o público, como o próprio Bruckner uma vez afirmou.
Programa
Anton Bruckner (1824 – 1896) - Sinfonia n.º 4, em Mi bemol maior, Romântica (versão 1878/80)
1. Bewegt, nicht zu schnell (Agitado, mas moderado)
2. Andante, quasi allegretto
3. Scherzo: Bewegt (Agitado)
4. Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell (Agitado, mas moderado)
Largo de São Francisco,
4810-429 Guimarães